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04 fevereiro 2008

Fatboy Slim em Florianópolis



Show? que show? Foi um espetáculo! :-)

O DJ veio de novo ao Brasil e desta vez passou pela ilha da magia, e minha casa: Florianópolis... e com certeza fui conferir! Destaque para o Telão de LED de alta resolução - impressionante demais! Com um pouco mais de 2 horas de show, foi um dos melhores que eu já assisti...

Agora vou contar um pouco do que não foi tão legal assim...

EL DIVINO É UMA PORCARIA



Cara, eu me pergunto onde está o bom senso dos organizadores... e pior, com certeza eles devem estar dando pulos de alegria com o dinheiro arrecadado. E a ganância com que o evento foi tratado seja a ser vergonhosa... bem... cheguei no evento à 01:00 da manhã...
Alguns detalhes da desorganização total:


  • Falta de policiais suficientes: Com certeza meia dúzia de policiais não poderia dar conta de pelo menos 3 mil pessoas seguindo em direção ao evento. E o que aconteceu?? Uma fila monstruosa na SC - com turistas pondo em risco a vida de pedestres (malditos!), arrombamento de carros e brigas. Culpa da polícia? NÃO - DA MERDA DA ADMINISTRAÇÃO DO EVENTO que mão mensurou direito o tamanho do evento

  • Convite: Cara, isso foi hilário, pra não dizer trágico... O site NosVamos vendo convites antecipados para "maior comodidade" dos espectadores... mas chegando lá no EL DIVINO DE MERDA, mais fila, ou melhor: tumulto... pq??? para atender ao menos 300 pessoa (por baixo) com apenas 2 guichês de convites (sim - vc tinha que retirar o convite lah na hora!!) foi um inferno!!! Tive que me degladiar por quase uma hora até pegar os dois convites suados que comprei pela internet... sem contar alguns princípios de briga, xingamentos mil e promessas de "Maldito el divino - vcs vao queimar no fogo do inferno!!!". Ridiculo!

  • Em fim entrei!! Obviamente o show já havia começado (às 02:00 da manhã)... tudo lindo, maravilhoso... até que a minha patroa precisa de água... Imagine-se num mundaréu de gente... com apenas 4 casinhas para comprar ficha de bebida. Lá vou eu de novo no empurra-empura pra comprar 3 fichas de água. Mas agora vem o melhor!!! Buscar a água!. Pior ainda ainda a situação, existiam apenas 4 quiosques para atender 3 mil pessoas!!! Extremamente mal localizados, lá vou eu mais uma vez me embrenhar no meio de um monte de gente desta vez para salvar a patroa da sede... com as águas na mão, voltamos ao show!

  • Banheiro??? pra quê? pra comecar não tem nada perto do palco... é necessário se deslocar até dentro da casa para ir ao banheiro - obviamente entupido de gente...

  • O telão de LED era realmente show de bola! Credo!

  • Com o término do show, eu não queria outra coisa a não ser: minha casa! Preciso dizer que o flanelinha que cuidava do carro, e que disse: "podexá campeão, qdo o senhor voltar nois tái, tá tranquilo", não estava por lah né??? E pra finalizar a noite: meu carro atolado! Só podia ser piada neh... mas não foi... isso que dá chegar tarde na balada e botar o carro em qqer buraco... lá fui eu chamar o sogrão com a caminhonete 4x4 pra tirar o carro do buraco...



ORIENTAÇÃO DA POLÍCIA

Segundo orientação da polícia militar neste dia: Todos aqueles que se sentirem lesados devem se dirigir a uma delegacia e prestar queixa ao El Divino Club. Por tanto se você está nessa situação: manda bala no B.O.!!


Apesar do saldo positivo da noite (com o show animal), muito poderia ter sido evitado se a diretoria do El Divino não fosse gananciosa o suficiente para economizar um pouco e prover uma experiência mais agradável às pessoas... sinceramente... era só um dos sócios daquela merda de lugar tentar usar entrar na própria casa como uma pessoa qualquer... simples, mas já daria uma boa visão de como akele lugar é uma porcaria!

26 novembro 2007

Como tratamos nosso departamento de TI



Saudações!
O conto abaixo foi apresentado a mim na especialização que fiz... e traduz muito fielmente experiências que passei em algumas empresas...



A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS
DESCONHEÇO O AUTOR
CONTOS E LENDAS



Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... Até que descobriram um novo método.

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas.

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários e conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferências.

As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores noturnos e diurnos - com especialização matutina e vespertina - incendiador de verão, de inverno etc). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. Havia um diretor geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas.

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.

Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc.

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor geral de assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouví-lo pacientemente, disse-lhe: "Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?". "Não sei", disse João. "E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar?". "Não sei". "E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?". "Não sei", repetiu João, encabulado. "O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?". "Não sei, não, senhor". "Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor?". "Sim, parece que sim". "Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?" "Não sei". "Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!". "Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João. "Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?".

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um a. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.